segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Supertécnicos

Por um lado, avaliar a trajetória do Santos permite se indagar se o técnico de fato fazia tanta diferença. O "interino" Marcelo tem aproveitamento melhor que o do experimentado Dorival Jr.
Por outro, avaliar os resultados e o futebol (principalmente do meio para frente) do São Paulo permite indagar o por quê de a diretoria ter demorado tanto para colocar alguém do ramo no banco de reservas.
De um ou outro ponto-de-vista só se permite deferir que o tempo é ainda muito curto para colocar a culpa ou a benção nas mãos de um ou outro treinador.

Cheiro de 2009

O time que lidera boa parte do campeonato vacila na reta final. A equipe de Muricy não consegue ter o fôlego suficiente para enfrentar a maratona decisiva. Um time dado como carta fora do baralho se aninha nas primeiras colocações no quarto final do torneio. Cinco ou seis equipes têm condições de serem campeãs até o final.
O Campeonato Brasileiro mostra uma saudável coincidência com o ano de 2009.

Razões que a razão desconhece

Falta um elemento essencial para entender a saída de Adilson Batista do comando técnico do Corinthians: informação.
Há duas teorias na praça. Uma é que o técnico pediu para sair, por motivos nada claros _pressão das torcidas organizadas, falta de comprometimento dos jogadores, ausência de apoio da diretoria. Mario Giobbi, o superdirigente do futebol corinthiano, conduz as informações por este caminho.
Outra é que o treinador foi demitido no calor dos acontecimentos, ainda nos vestiários. A interpretação da fala de Adilson leva por este rumo.
É essencial saber qual a versão correta. Essencial para o torcedor, para o acompanhante do futebol.
O Corinthians não está em uma boa jornada. Não conseguiu vencer os últimos cinco jogos. Foi derrotado pelo Atlético-GO em uma partida patética.
Mas é importante levar em consideração que:
- O time perdeu jogadores muito importantes, com contusão (Dentinho, Jorge Henrique)e outros por motivos diferentes (Elias na seleção, Roberto Carlos cansado).
- Há derrotas em que o time mostrou bom futebol (caso do segundo tempo do jogo contra o Inter e do primeiro tempo contra o Atlético-MG).
- O mesmo técnico conseguiu levar a equipe a importantes vitórias, como a contra o Fluminense fora de casa.
- Não havia tempo para uma decisão peremptória sobre a qualidade do treinador (resta lembrar que Mano Menezes fez um Campeonato Paulista muito ruim quando assumiu o Corinthians em 2008).

domingo, 3 de outubro de 2010

Cortesia

Quando Ricardo Gomes não teve seu contrato renovado, Cruzeiro e Atlético-MG acusaram o São Paulo de assediar seus treinadores. O clube paulista reagiu com veemência, apegando-se ao fato de ser diferenciado e, assim, não especular com quem tem contrato em vigência.
Este discurso caiu por terra, ao tirar Paulo Cesar Carpegianni do Atlético-PR.
Os técnicos, sempre tão corporativistas ao defender seus interesses, deveriam repudir esta atitude, que causa um transtorno enorme a um clube que estava em plena ascensão no campeonato.
Detalhe seja levado em consideração, porém: Emerson Leão e Paulo Autuori faziam bons serviços no São Paulo quando foram assediados por clubes do exterior.

O Brasileiro que ninguém quer ganhar

Empatar em casa com o Ceará, em 2 a 2. Empatar com o quase-certo rebaixado Prudente, em um estádio vazio. Empatar em casa com o Atlético-PR...
Se ao menos um deles tivesse vencido, caminharia com passos mais sólidos para ser campeão brasileiro. Mas Corinthians, Fluminense e Cruzeiro deram show de incompetência e não se mexeram na tabela. A sorte do trio é que o Internacional está distante (e inconstante) demais para esboçar reação mais sólida.
Não é de hoje que o Fluminense alterna mais momentos ruins do que bons. O Corinthians está numa maré de deixar seus torcedores preocupados, a despeito dos problemas com jogadores muito importantes. E o Cruzeiro demonstra que talvez não tenha fôlego para chegar.
Este parece ser o Brasileiro que ninguém quer ganhar.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Soberba 2

"Eu sei quanto alguns clubes pagaram para repatriar atletas. É nível Europa. Eu vejo aqui e acolá clubes de grande expressão atrasando salários. Isso não é bom. Ao observar quanto alguns técnicos ganham, faço uma reflexão. O meu ganha R$ 10 mil por mês. Mas está resolvendo o meu problema? Não está. Eu estou contente? Não estou. A verdade é que ele é interino, se não fosse interino poderiam me cobrar." (Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo)

1. Se os clubes pagam para repatriar atletas e eles funcionam, tudo bem. O custo do dinheiro é diferente. Os R$ 10 mil para Baresi são muito para o resultado que ele apresenta, não é mesmo?
2. O seu técnico não está resolvendo o problema. Culpa dele ou de quem colocou um iniciado para dirigir um clube gigante?
3. Descortesia total com o profissional que está "quebrando um galho" e é destratado publicamente.

Soberba 1

"No São Paulo, existem algumas coisas que não abrimos mão. O técnico cuida exclusivamente da parte do campo de jogo, só traz um auxiliar técnico porque trabalhamos com uma comissão permanente. E ainda temos uma postura diferenciada de contratações. São coisas que causariam incompatibilidade. Não tenho nada contra o profissional Vanderlei Luxemburgo, que é competente, boa pessoa e tem excepcional currículo" (dirigente do São Paulo).

1. Mudar postura conforme a situação significa corrigir rotas, rumos, arrumar o que está errado. Um comandante que não abre mão de mudar a rota do seu navio acaba batendo num iceberg e afundando.
2. O São Paulo hoje não tem um técnico que cuide do campo de jogo. Aliás, não tem faz tempo. E ainda quer passar recado.
3. A postura diferenciada de contratações levou ao São Paulo André Luis, Marcelinho Paraíba, Leo Lima, Joilson, Wagner Diniz, Renato Silva e tantas outras aquisições furadas.
4. Um profissional que é competente, boa pessoa e tem excepcional curriculum não pode ser contratado porque tem um jeito diferente de trabalhar? Já perguntaram a ele se toparia mudar.