sexta-feira, 12 de março de 2010

Dois pesos...

Uma coisa é certa. Contra essas defesas babas do Paulista e dos Naviraienses da vida, Robinho parece ser de novo um craque de bola _coisa que não conseguiu ser contra as defesas bem postadas do Campeonato Inglês.
Por outro lado, ninguém no futebol brasileiro hoje está jogando bola igual ao Santos contra esses mesmos times.

Meninos da Vila

Quer expressão mais desgastada que essa. Fica a pergunta: é um time campeão e que portanto vai entrar para a história ou o (velho) folclórico Vampeta está certo? Ah, sim. O velho Vamp proclamou: meninos ganham jogos, homens ganham campeonatos.

Objetividade

Se produtividade em campo fosse critério, Richarlyson, Marcelinho e Hernanes não seriam titulares do São Paulo, Dentinho seria do Corinthians.

Na telinha

Adriano aparece dia sim outro também no Jornal Nacional. O atacante joga pouco pelo Flamengo, está acima do peso e se envolveu em episódios tragicômicos. Pelos critérios de Dunga, estaria fora da seleção. Mesmo assim parece que vai para a Copa. Mas a contradição do treinador da seleção está sendo exposta em alta audiência e bom som todos os dias.

A quem interessa?

E o treinador Dunga avisou que irá divulgar uma lista com 23 jogadores convocados para a Copa e mais sete que ficarão de sobreaviso. Esses últimos irão a África do Sul se alguém da primeira lista se machucar ou coisa do gênero. É sarna para se coçar. Primeiro, porque a lista dos "reservas" será imediatamente comparada a dos titulares, colocando uma pressão desnecessária sobre o grupo dos convocados oficiais. Segundo porque cria uma saia justa desnecessária. O grupo de plantão terá que torcer para alguém quebrar uma perna para poder ir a Copa. Não é a melhor forma de ingressar numa equipe.

domingo, 7 de março de 2010

Divagações sobre o nada

Reportagem da Folha verifica que pela primeira vez em mais de 60 anos o time do São Paulo não deve ter nenhum representante na seleção brasileira de futebol, a não ser que algum zagueiro se machuque e Miranda seja lembrado _hoje, não é dos favoritos automáticos de Dunga. O tipo de reportagem que no fundo acrescenta pouco, pois não vai ao fundo da discussão: este é o pior time do São Paulo em épocas de Copa que já se encontrou, esta é a seleção mais seletiva de craques ou Dunga vai levar um bando de mais ou menos e infelizmente ou felizmente nenhum deles é do São Paulo? Para o clube, o que isso significa? Ter jogadores na Copa de 2006, 2002, 1998 significou mais dinheiro, mais prestígio, alguma diferença prática?
Alguns pontos a serem pensados:
- Em 1998, um dos representantes do São Paulo, que chegou a ser titular, era o lateral-direito Zé Carlos, que amarelou contra a Holanda. Isso mostra que são estranhos os caminhos que levam à seleção, por vezes...
- Na atual seleção de Dunga, Adriano, Kaká, Júlio Baptista são exemplos de jogadores maturados no Morumbi. Comparar convocações dos anos 60, 70 e 80 com as chamadas de agora é uma distorção histórica. Antes, os craques ficavam em seus times. Agora, não mais.
- Em 2006, Gustavo Nery era tido como convocação certa. A verdade é que não parece ser o caso, mas a história é pródiga em surpresas de última hora.
- Alex Silva, Miranda, Cicinho, Hernanes... todos esses tiveram sua chance na seleção de Dunga. Em maior ou menor grau perderam espaço para jogadores europeus. Esta é a cara da seleção de Dunga.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Perdeu, playboy

Alguém precisa avisar o Corinthians (jogadores, técnico, torcedores e dirigentes) que no futebol há três resultados possíveis: ganhar, empatar ou perder. A cena de Mano Menezes aplaudindo ironicamente o árbitro no lance do pênalty (sim, foi pênalty de Roberto Carlos)é patética, atitude antidesportiva que merecia ser punida.
Depois foi Chicão: Qual o problema de tomar um chapéu quando o jogo estava parado? Melhor assim, não? Se a bola estivesse em jogo... No final, até Ronaldo, o embaixador da ONU, deixou o campo reclamando de alguma coisa que, no resumo da ópera, nada mais era do que perder para o Santos.