quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Time-espelho

Quase deu certo no Atlético-MG.
Com Alex Bruno, Renan, Junior, Eder Luiz (verdade seja dita, ele já era mais atleticano que qualquer coisa, foi só fazer estágio fora), Ricardinho e Tardelli (que chegou a seleção).
Foi por muito pouco. Perderam-se em algum momento no final do torneio, quando todos os times estavam cabeça a cabeça _e alguém teria que falhar.
O Grêmio acha que pode dar certo para 2010.
E mandou chamar, além de Fábio Santos e Souza, que já estavam lá, Hugo, Borges e Leandro.
Pois se o São Paulo mandou no futebol do país em 2006, 2007, 2008 e incomodou em 2009, por que não montar um time à base daquele e ver no que dá?
É uma estratégia interessante.

Beber para comemorar ou para esquecer

A torcida do São Paulo poderá ter um sábado daqueles. A miríade de informações publicadas pelos principais jornais do país indicam que os são-paulinos podem sentar na mesa de um bar para comemorar a chegada de Cicinho (teria nesta quarta ou quinta uma conversa decisiva com dirigentes do Roma, os quais já teriam concordado com sua liberação por um ano para o São Paulo), de Fernandão (sim, ele chegaria para ser meia e o convencimento do Goiás se daria por meio de uma dívida que ninguém consegue explicar bem como ele tem, nem por que não foi negociada quando ele foi para o time no meio do ano passado), de Alex Silva (o Pirulito está liberado para voltar, os mais otimistas dizem que ele é cria do São Paulo e que seu empresário Juan Figger não faria uma desfeita dessas com o clube com o qual tem mais afinidade).
Ou o mesmo são-paulino pode pedir uma para esquecer todas estas mal-sucedidas tentativas.
A verdade nua e crua são os seis reforços já vindos: Xandão (promessa), André Luis (instável e fora da primeira fase da Libertadores), Carlinhos Paraíba (mais uma incógnita, como tantas contratadas pelo SPFC nos últimos anos, tais como Marlos, Wagner Diniz, Arouca), Marcelinho Paraíba (talvez o único pronto para ser titular) e Leo Lima (se vier o do primeiro semestre de 2008, ótimo, se vier qualquer outro...).

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O Ranking das Torcidas

No final de semana, o Datafolha, melhor instituto de pesquisas do país, revelou quais são hoje as maiores torcidas do Brasil (conforme já escrevemos no post abaixo). Os únicos clubes acima de dois dígitos de preferência são Flamengo (19) e Corinthians (13). Em seguida, aparecem São Paulo (8), Palmeiras (7) e Vasco (5). Entre os mineiros, o Cruzeiro lava o Atlético por 4 a 2. E o futebol gaúcho, sempre muito forte dentro de campo, dá mostras de estar confinado regionalmente, ambos com apenas 3 pontos percentuais de preferência em todo o território nacional. Veja um petisco da matéria:


Flamengo abre vantagem como o clube mais popular do país
Diferença entre a agremiação carioca e o Corinthians deixa a margem de erro



DA REPORTAGEM LOCAL
A última pesquisa Datafolha sobre a preferência clubística dos brasileiros colocou a torcida do Flamengo novamente no topo da lista. Agora, entretanto, de forma incontestável.Feita dias depois da conquista do título do Brasileiro-2009 pelo clube carioca, a pesquisa apontou que 19% dos brasileiros com mais de 16 anos são torcedores flamenguistas.No levantamento anterior, em novembro de 2008, o Flamengo tinha 17% das preferências. O Corinthians, o segundo time mais popular do país, ficou estacionado nos 13%.Assim, a diferença entre os clubes, antes no limite da margem de erro -dois pontos percentuais-, hoje tem uma folga.O Flamengo é o clube que mais consegue atrair torcedores de fora de seu Estado.Segundo o Datafolha, o clube é o mais popular no Nordeste, onde foi apontado como o time de coração por 25% dos entrevistados. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, o Flamengo tem 30% das preferências -nenhum outro clube consegue ultrapassar a marca dos 10%. Assinante da Folha e do UOL lê mais aqui.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Contratos centenários

O Corinthians foi dado como morto quando perdeu André Santos, Christian e Douglas para o futebol externo na janela do meio do ano passado. A perda da competitividade foi atribuída ao susposto desmanche de uma espinha dorsal do time. Os zagueiros (William e Chicão) seguiram, Elias continuou, Ronaldo teve seu momento lipoaspiração, mas depois voltou, e até reforços vieram, como o repatriado Edu. Neste ano, ainda chegaram mais meias: Tcheco (com experiência na Libertadores), Danilo (que lembra Douglas, só recordado pela importância quando deixa o time) e trouxe a experiência de Roberto Carlos. O homônimo do rei chega fino e, vamos combinar, não é o mesmo de Palmeiras, Inter e Real Madrid. Ronaldo também não era e o que jogou foi o suficiente para fazer toda diferença quando o Corinthians estava motivado.
Motivação é o que não vai faltar durante o primeiro semestre para o time que foi o melhor nos primeiros seis meses de 2009 e para a equipe que parece melhor se reforçar para o ano que se inicia.

Números provam tudo (ou quase nada)

Está bem. O suposto crescimento da torcida do Flamengo, segundo mostra o Datafolha, poderia ser entendido pelo ano maravilhoso, do ponto de vista das conquistas, que tiveram. O que explicaria, porém, de outra ponta, a estagnação da torcida do São Paulo _parada de 2004 para 2005 (ano do trimundial), com leve subida em 2006 e estagnada desde então?

O Datafolha é o instituto de pesquisa mais sério do país, ponto final. Isso só mostra que no futebol há certas coisas que não são lógicas.

ritmo de festa

Corinthians, em um Parque São Jorge lotado, apresenta neste momento Roberto Carlos. Pelo menos esse chegou magro. O fato é que a festa do centenário começou oficialmente hoje e é muito provável que ela contamine a fase de preparação do clube para a Libertadores. Esse será sem dúvida o maior desafio de Mano Menezes, evitar que a badalação destrua os sonhos do clube como aconteceu em 2006.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Tiros n'água

O ano não começou bem para a diretoria do São Paulo. A aposta era em reforços que supostamente fariam a diferença:
1. O zagueiro Breno traria ainda mais qualidade para a zaga, ponto forte nos últimos anos;
2.Fernandão seria um toque de classe no meio ou no ataque;
3. Marcelinho Paraíba, sinônimo de mais qualidade no chute de longa distância e na abola parada;
4.Victor ou Cicinho para a lateral direita, deficiência antiga do clube.
Pois bem, de todas as apostas, apenas Paraíba se concretizou. A mais recente perda foi Breno, emprestado pelo Bayern de Munique ao Nuremberg, onde permanecerá até o fim da temporada, em junho.
A equipe continua forte, não resta dúvida. Mas a direção do clube não cumpriu a promessa de diferenciais.